Tentei, por muito tempo, trilhar um caminho que eu pensava ser difícil. Na verdade, eu me desviei dessa rota, vivi outras coisas mais condizentes ao meu gosto, mas acabei voltando para esse caminho. Fiz muito para continuar nessa trilha e me decepcionei, chegando a dizer que nunca mais por ali passaria. Depois de percorrer outros destinos, cheguei à conclusão de que aquele caminho me dava condições de ser melhor e de ajudar pessoas a serem melhores também. Resolvi voltar e dar outra chance, mas, novamente veio a decepção. Nunca foi uma trilha fácil e resolvi, por fim, abandoná-la de vez e me dedicar a paisagens mais agradáveis, porém as surpresas da vida me desviaram da rota de novo e fui parar onde? Sim: na encruzilhada que leva àquele caminho. A diferença? Na própria encruzilhada fui empurrada de volta a esse caminho - e quer saber? Vou enfrentar! São espinhos, rotas tortuosas, seres perigosos, mas acho que é o que tenho que fazer. Eu me propus, um dia, a trilhar por ali e, em momentos assim, até acredito no inevitável, no inescapável fio que me liga a uma trilha que não sei onde vai dar, mas que, apesar dos revezes, mostra muitas flores enquanto vou andando. Sigo, então, por esse caminho, sem querer criar expectativas que gerem frustrações. O que acontecer a partir de agora faz parte da caminhada e, portanto, aceito meu destino.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de maio de 2025
Fortalecer
Eu já escrevi antes sobre "fugir", sobre não enfrentar determinadas situações que surgem, simplesmente porque não queremos aquilo. Muitas vezes, não é sobre o que queremos ou não, mas sim sobre o que precisamos ou o que "devemos" fazer. Deixamos coisas, pessoas, lugares, empregos e tanto mais para trás, mas, devido a circunstâncias da vida, acabamos voltando para as mesmas coisas, lugares e pessoas... Claro, nunca são as mesmas situações, pois é como uma espiral, mas não deixa de ser algo "repetitivo". É nessa repetição que fica claro o que devemos fazer, ou seja, como essa "volta" precisa acontecer: de forma madura e resiliente, mas não rendida. Temos sonhos infantis que queremos realizar, mas a magia desses sonhos só vai ser grandiosa dentro da nossa mente, naquele campo de imaginação que nos impulsiona a sonhar mais e, vez por outra, realizar os anseios. O momento agora é de fortalecimento e de resgate de raízes, mesmo que algumas pessoas já não façam parte dessa jornada, pois elas precisavam ir - mas o meu caminho continua, por tempo indeterminado e desconhecido.
sexta-feira, 16 de setembro de 2022
Wabi-sabi
De repente, eu me lembrei de quem eu sou, e não foi olhando no espelho: foi olhando para fora, para as coisas que eu comecei a fazer e que achei que poderiam fazer parte da minha vida e me ressignificar. Não. Essas coisas são apêndices, apenas momentos jogados no tempo, experimentações, mas não o que me define. Aliás, não há algo a ser definido. Existe alguém com potencialidades e com mudança de vontades. Definir-me é perder-me. É o vai-e-vem de reflexões e novos/velhos caminhos que vai me constituindo, mas sem uma definição clara, pois estou em construção. Minha movimentação é constante e minha consciência é pulsante. Estou viva e é isso que dita o ritmo da dança, ainda que haja pausas ou movimentos ousados. Posso ir para frente, para trás, para os lados ou andar em círculos, mas algo sempre mudará para tudo fique o mesmo: um perfeito imperfeito. Aceitação da impermanência. Wabi-sabi.
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Desacelerar
sexta-feira, 1 de maio de 2020
Dentro
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Receba
sábado, 21 de março de 2020
Pandemia
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
2020
domingo, 3 de novembro de 2019
Seja
do meu mais desesperado desejo
não seja aquilo
por quem ardo e não vejo
seja a estrela que me beija
azul amor beleza
faça qualquer coisa
ou de nós dois
seja
