domingo, 13 de janeiro de 2013

Uns dias...

Uns Dias
(Paralamas do Sucesso)

O expresso do oriente
Rasga a noite, passa rente
E leva tanta gente
Que eu até perdi a conta
Eu nem te contei
Uma novidade quente
Eu nem te contei
Eu 'tive fora uns dias
Numa onda diferente
E provei tantas frutas
Que te deixariam tonta

  Eu nem te falei
Da vertigem que se sente
Eu nem te falei

  Que eu te procurei
P'ra me confessar
Eu chorava de amor
E não porque sofria
Mas você chegou, já era dia
E não 'tava sozinha

  Eu 'tive fora uns dias
Eu te odiei uns dias
Eu quis te matar...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Avante

Eu queria que algumas coisas fossem mais fáceis... É tão difícil lidar com algumas situações, mas a gente vai levando e fingindo que aguenta, até chegar a um ponto em que você viu que realmente suportou, mas achou que não conseguiria... Às vezes, quando estamos felizes, estamos tristes, e vice-versa. Parece contraditório, mas sinto-me assim. Não é masoquismo ou algo parecido, mas é que, para que venham algumas coisas, outras precisam ir embora... É estranho, triste, bonito, alegre e sei lá o que mais, esse misterioso vai-e-vem da vida... O melhor disso tudo é que, ao sentir, seja o que for, muita gente consegue fazer poemas, contos, crônicas, escritas e muito mais. Extraímos, de tudo isso, algo que sirva como fonte de inspiração para escrevermos. Sem isso, pessoas assim (como eu e muitos outros) não conseguiriam viver plenamente, pois essas letrinhas aqui aliviam - e muito!

Um novo caminho se abre, diferente e assustador, por ser desconhecido. Atravessemos o portal e enfrentemos o que nos espera com coragem, ousadia, sabedoria e muito jogo de cintura! Avante!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Vi-vendo


"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."

(Amyr Klink, "Mar sem fim")


 

sábado, 17 de novembro de 2012

Voar

Esses dias eu conversava com amigos sobre pássaros. Na verdade, um deles começou com esse assunto, dizendo que acha um absurdo que um ser que tenha asas fique preso. Eu sempre disse isso e, claro, concordei com ele. Complementei o assunto, pois tem a ver com meu momento atual, e gostaria de publicar aqui. Eu disse a ele que deveríamos ser como os pássaros que, ao ficarem livres, saem voando e cantando, sem olharem para trás, sem voltarem para se vingarem de quem os prendeu. Seria muito melhor se aprendêssemos essas lições com alguns animais, tão pequenos em tamanho, mas grandiosos em exemplos. Muitas vezes, ficamos presos a situações, ou presos efetivamente, e, em vez de sairmos cantando e voando de dentro da gaiola, arquitetamos planos, vinganças, novas tramoias (no caso dos presos de verdade). Seria tão bom se fôssemos leves e soltos como os pássaros! Só consegui ver isso poucas vezes e lembro-me do filme em que o Nelson Mandela consegue agir assim, como um pássaro. Louvável! Estou tentando, estou no meu caminho, na minha peregrinação, e muitas coisas já mudaram. Estou livre de muitos pesos, de muitas pessoas, de muitas situações! Sou grata por isso. Agora consigo abrir minhas asas e não olhar para trás! Para quê, afinal? Para visualizar uma gaiola suja, apertada, escura e aterrorizante? Não. Olho para cima e vejo um céu azul lindo! À noite, vejo estrelas! Vou voando para tentar alcançá-las! Quer algo melhor que isso? Antes eu olhava pela fresta e não tinha esperanças de chegar até elas! Agora, não sei se chego, mas continuo voando e voando... ;)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ânsia

Fico ansiosa, muitas vezes. Já fiquei ansiosa esperando por coisas fantasiosas, mas, atualmente, espero por coisas certas! Neste caso, é preciso ter calma, paciência... Just wait! Digamos que agora é uma "ansiedade boa", se é que existe classificação para isso. Agora eu fico ansiosa, mas sorrindo! Não é aquela ansiedade desesperada, aguardando uma coisa impossível, improvável ou incerta! É uma ansiedade legal, que me impulsiona a planejar, que me faz esquecer coisas ruins ao pensar nas novas coisas que me esperam! Wait for me! I'll be there in a minute!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Writing

Escrever é muito bom! Na verdade, estou considerando terapêutico. Sempre me fez muito bem, mas, por causa de compromissos, essa prática ficou um pouco esquecida. Pretendo retomá-lá, como tenho tentado fazer ao voltar ao blog, só que, também, da forma tradicional, ou seja, usando papel e caneta. Esses dias fiz isso e me aliviou alguns pesos. Falar é bom, mas, no meu caso, estou relembrando que escrever é ainda melhor.

O que eu sentia ontem não é igual ao que sinto hoje. Que bom! Muitas coisas estão distantes e eu agradeço por elas terem sido cortadas da minha vida. É tão bom pegar as pedras que estão no caminho (atrapalhando) e jogá-las fora! Algumas, muito duras e pesadas, precisam de uma marreta para serem esmigalhadas, até virarem pó. Fiquei muito tempo carregando pedras pesadas achando que elas eram preciosas, mas eram apenas pedras...

sábado, 20 de outubro de 2012

Coragem

Já faz um tempo que não venho aqui, que não escrevo, que não compartilho com o mundo virtual meus pensamentos. Não sei se alguém lê o blog, mas pouco importa. Às vezes é bom saber que tenho um espaço aberto (mas não tanto como as redes sociais, em que as interações são maiores) e, ao mesmo tempo, escondido. Aqui posso escrever mais, mesmo que veladamente, e, ainda assim, serve como recurso para que eu exercitar a escrita e "soltar as feras" que, volta e meia, rondam.

As mudanças vêm vindo. Eu as anuncei há alguns meses, mas, como é preciso ter paciência, agora começo a sentir os efeitos. A vida está triste e maravilhosa ao mesmo tempo. Experimentar as coisas boas com empolgação é fantástico! Encarar as responsabilidades com seriedade (e dar conta) também é bom. Acho que equilíbrio tem sido uma palavra adequada...

Muita gente entrou em minha vida este ano, mas muita gente também saiu. Aos que saíram, eu sinto muito, pois estamos perdendo muita coisa boa juntos! Aos que entraram, eu só tenho é que ficar feliz, pois me acrescentaram tanta coisa que eu nem dizer! Só tenho a agradecer, tanto aos que foram, por me proporcionarem uma libertação de situações e sentimentos ruins, como aos que chegaram e ficaram, que têm somado muito. Aos que já estavam, não há palavras para expressar sentimentos, pois quem sempre está, sempre estará, e não há como saírem da minha vida!

Breve escreverei mais, pois terei muito a contar! Por enquanto, só na sala de espera, na expectativa!

Estou muito feliz comigo por me proporcionar a mudar, a enfrentar meus medos, a olhar para eles e falar como Paul Atreides, na ladainha das Bene Gesserit (Duna):

"I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain."

Se vocês conheceram a medrosa, eu os saúdo com a frase do Barão Vermelho: "saudações a quem tem coragem" - e acompanhem-me, se quiserem e puderem, nessa jornada sobre a Terra!

sábado, 14 de julho de 2012

Falta?

É estranho trilhar um caminho diferente, pois, ao mesmo tempo que você sente falta de elementos do caminho anterior, você se sente bem caminhando por novas trilhas. Isso vai criando um sentimento que faz com que o caminho antigo fique cada vez mais distante... Às vezes você quer sentir mais falta do que está sentindo, quer chorar, mas não consegue. É como uma ferida que não dói mais, mas que deixou a cicatriz. Ela fica ali, lembrando que algo aconteceu, mas não machuca tanto como antes. Com mais alguns passos por esse caminho, até a cicatriz vai sumir (se o corte não tiver sido profundo). Por vezes, é triste, pois é bom ter lembranças, mesmo que elas tragam algo de dolorido.

(Quem manda ser parente do Wolverine? Hahahahahaha...)

Mas a sexta-feira 13 foi boa ontem, hein? ;)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Love you!

Why do I love you? Don't you know? You understand me. You complete me. When I'm happy, when I'm sad, you're always there.

I can't live my life without you. I always think about you. I can't even imagine how empty my life would be if you didn't exist!

Come and fill my life! You are always welcome! When you're sad, happy, funny, angry, I understand you and I'm always ready to hear you.

I'm sure you'll never leave me. You were and are always on my mind.

I love you, MUSIC!!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Highway

Houve uma época em minha vida em que eu achei que nada mais aconteceria, que tudo seria monótono e seguiria um curso "normal" e sem graça. Foi nesse momento (eu estava triste na época) que eu conheci algumas pessoas que me fizeram ver a vida de outra forma. No começo, eu achei tudo estranho e até resisti, mas depois vi que eu precisava daquelas diferenças. Acho que sou como uma colega minha: é no diferente que me encontro e sei quem sou - e aprendo a lidar com isso, também. Quando vou vivendo a mesma coisa, tudo perde a graça e até eu me perco de mim mesma! Meu status de "mutatis mutandis" perde o sentido quando não mudo o que precisa ser mudado. Eu preciso dessas vivências e, como eu disse, naquela época tensa da minha vida, essas pessoas trouxeram o que eu precisava. Foram os amigos certos na hora certa. É uma pena que hoje não possamos ter o mesmo contato... Veio a formatura e cada um seguiu seu caminho...

Esta música que publico hoje é em homenagem àquela fase. Eu a ofereço a todos daquela época, mas especialmente a um amigo que me mostrou que a vida é agora, no correr da highway. Como ele gostava de cantar essa música - e como corremos nas estradas por aí! Só faltou a sirene! Hahahahahaha...


Highway
Engenheiros do Hawaii

Você me faz correr demais
Os riscos desta highway
Você me faz correr atrás
Do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto
Deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe exatamente onde vai parar

Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e isto é tudo
É sobretudo a lei
Da infinita highway

Quando eu vivia e morria na cidade
Eu não tinha nada, nada a temer
Mas eu tinha medo, medo dessa estrada
Olhe só, veja você
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor
Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava
E à noite eu acordava banhado em suor

Não queremos lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos aprender o que sabemos
Não queremos nem saber
Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e é só
Só obedecemos a lei
Da infinita highway

Escute, garota, o vento canta uma canção
Dessas que a gente nunca canta sem razão
Me diga, garota: será a estrada uma prisão?
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
"Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre"
Se tanta gente vive sem ter como comer

Estamos sós e nenhum de nós
Sabe onde quer chegar
Estamos vivos, sem motivos
Que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas
Nas entrelinhas do horizonte dessa highway
Silenciosa highway

Eu vejo um horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
E é inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo
"Não corra, não morra, não fume"
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes

Minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato:
Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Beatle, um beatnik
Ou um bitolado
Mas eu não sou ator
Eu não tô à toa do teu lado
Por isso, garota, façamos um pacto:
De não usar a highway pra causar impacto

Cento e dez, cento e vinte
Cento e sessenta
Só pra ver até quando o motor aguenta
Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei
Numa das curvas da highway...