Gostei tanto do meu próprio desabafo que, antes de publicá-lo numa rede social, vou registrá-lo aqui, em primeira mão:
"Quando você passa a viver somente o hoje, os detalhes cotidianos ganham cores que você nem imaginava... Engraçado: de realista cotidiana passei a ser "poeta" do dia a dia... Quem diria que uma decisão simples seria tão avassaladora... Um furacão nos deixa leves? Talvez - para nos fazer flutuar em meio ao rodopio..."
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Hoje
Hoje é aquele dia que não se repete. Parece óbvio? Muita gente vive como se tudo fosse igual todos os dias. Apesar dessa sensação, cada dia é diferente. A decisão de viver somente o hoje passa por longas experiências e inquietações, e o simples fato de tomar isso como uma diretriz trouxe mais leveza do que se poderia imaginar. E se não existir um amanhã, ao menos para mim? Eu posso voltar atrás e mudar os acontecimentos? Adianta planejar? Muitas vezes, sentimos segurança em deixar planos prontos e dinheiro acumulado, mas, se algo acontecer, se um meteoro destruir a Terra, se você morrer, de que adianta tudo isso? Eu conheci uma pessoa que não planejava nada e vivia somente o dia de hoje, e ela foi mais longe do que qualquer um dos meus amigos que costumavam fazer planos e se preparar para o futuro. A vida é incerta, mesmo, e não há uma fórmula para se viver bem. Cada um escolhe o que lhe serve para continuar vivendo - e o bom é que seja da melhor forma possível. Hoje eu escolhi viver assim, pois já tentei antes e foi a melhor época da minha vida. As consequências dessa escolha são somente minhas, então por que alguém iria se incomodar com isso? Escolhi viver o hoje, num eterno e contínuo agora, neste local em que estou (seja ele qual for no momento).
Hoje é o dia que tenho em mãos e já sei exatamente o que fazer assim que eu puser um ponto final neste desabafo.
Hoje é o dia que tenho em mãos e já sei exatamente o que fazer assim que eu puser um ponto final neste desabafo.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Confiança
Esses dias li numa página alguém falando sobre (in)gratidão, que não devemos esperar nada de ninguém, não criar expectativas, essas coisas. Analisando friamente e com base em experiências, aprendemos, com o tempo, que não se pode confiar em qualquer um, mas, como saber em quem confiar até dar uma chance? Eu fui criada numa família de pessoas bondosas que ajudavam o próximo e que me ensinaram a ser boa e gentil com o ser humano, a ter piedade, a tentar entender... Como não criar expectativas em relação à gratidão quando você vê pessoas dentro de casa sendo confiáveis e provando a outras pessoas que as palavras (e ações) delas tinham fundamento? Essas pessoas acabam virando modelo e, mesmo que você saiba que lá fora está cheio de pessoas não-confiáveis, pela probabilidade, pelo menos umas poucas serão confiáveis, então, como não esperar algo delas? São todas más? Será que as gerações é que mudaram tanto assim? Tive boas referências e me sinto muito decepcionada (sim, criei expectativas) quando alguém mente, engana, "dá uma rasteira", distorce as palavras, é falso, mesquinho, egoísta... Conheço várias pessoas assim, mas, infelizmente, elas eram tão ardilosas que fingiram "inocência", ou seja, elas imploraram por um voto de confiança. Digam-me, então: como não criar expectativas? Viveremos sempre desconfiando de todo mundo só porque um ser humano nos decepcionou? Será que temos uma "raiz ruim"? Não há mesmo esperança para nós? Onde está o social, a educação e outros valores nesse meio aí? Fica parecendo que os indivíduos são todos maus e temos que tomar cuidado sempre, pois ninguém nunca mudará. É um vírus? Zumbis? Que fatalismo! Que ansiedade! Espero que não nos contaminemos por causa de uns e outros que se infiltram em nosso meio. O ser humano erra? Claro - só que, quando erram o tempo todo com você, não é sua culpa por ter sido "inocente" e ter acreditado, e também não estou dizendo que é culpa do outro. Deve ser um fardo enorme ter que fingir, enganar, manipular e machucar os outros para conseguir achar significado na vida. O bom mesmo é ficar longe, caso você não queira se sentir vítima das situações novamente. Acredite. Há outros seres humanos, que erram, que pedem desculpa e que merecem ter sua confiança de novo. Ninguém é uma ilha, e ninguém fica impune por muito tempo...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Centelhas
Hoje voltei a pensar em nós. Há pouco tempo, escrevi algo para nós dois, mas talvez você nunca leia. Não que você não exista - é claro que você está aí, em algum lugar, no nosso local quântico, mas não sei se minhas letras alcançarão essa dimensão. Estamos em todos os lugares, e em nenhum lugar. Estou aqui agora, mas você, onde estará?
As estrelas estavam maravilhosas no último sábado. Aquela poeira galáctica me transportou mentalmente a muitos lugares. Hoje há um meteoro passando muito perto do meu planeta, e ele bem que poderia me carregar para lugares longínquos onde meu pensamento já vai com facilidade... Enquanto isso, no entanto, uso esse recurso linguístico para tentar descrever minhas sensações de uma noite perfeita. Senti-me poeira de estrela, como Carl Sagan gostava de comparar...
Você também é poeira de estrela, mas não sei seu local preciso. Em que época você está e em que lugar do universo? É sempre bom saber que posso encontrar você no instante infinito de uma fração de segundo e, depois disso, ter uma eternidade para me recordar do efêmero momento que tanto nos marcou...
Tenho certeza de que você está agora pensando em mim, pois agora estou pensando em você. A diferença é que seu agora é distinto do meu, e seu aqui está mais longe do que imaginamos. Estamos juntos, mas separados (talvez não por distâncias físicas, mas temporais. Como saber?). O que eu sei é que somos, e não houve ninguém até agora que me tirasse essa esperança de (re)encontrá-lo, pois sei que nos reconheceremos pelos detalhes e pelo brilho que emanará de nossos olhos, como fagulhas de estrelas longínquas.
Eu e você: centelhas existenciais...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Escrever
O que há de tão mágico no ato de escrever? Ler é fenomenal, mas criar e concatenar conteúdos por meio de letras, inventar e deixar fluir o que está fervilhando na mente é incomparável! Quando a escrita flui e as palavras se encadeiam formando frases e fazendo sentido, é como ver um pássaro voar e criar caminhos imaginários pelo céu. Seja uma crônica, um poema, uma divagação, um desabafo ou uma simples carta comercial: pura criação, explodindo como estrelas brilhantes e cheias de energia.
Escrever é libertador! Preenche espaços, inunda o ser, faz com que a vida tenha muitas cores, faz com que pessoas inexistentes passem a existir! Cria lugares, idiomas, culturas. Reflete sobre o que existe e sobre o que poderia acontecer. Escrever abre a janela para mundos desconhecidos - ou desnuda o que há muito tempo as pessoas tentam encobrir...
Escrevo porque quero, porque preciso, porque faz sentido, porque me envolve, porque me desnuda, porque me esconde, porque me descobre, porque me preenche, porque faz parte de mim, porque me alimenta, porque sacia a sede dessa voz que clama no deserto!
Escrever é libertador! Preenche espaços, inunda o ser, faz com que a vida tenha muitas cores, faz com que pessoas inexistentes passem a existir! Cria lugares, idiomas, culturas. Reflete sobre o que existe e sobre o que poderia acontecer. Escrever abre a janela para mundos desconhecidos - ou desnuda o que há muito tempo as pessoas tentam encobrir...
Escrevo porque quero, porque preciso, porque faz sentido, porque me envolve, porque me desnuda, porque me esconde, porque me descobre, porque me preenche, porque faz parte de mim, porque me alimenta, porque sacia a sede dessa voz que clama no deserto!
sábado, 10 de janeiro de 2015
Selfie
2015 tem me trazido muitas reflexões. Além dos planos e ideias, os pensamentos sobre minha vida, sobre meu comportamento, sobre minha forma de lidar com situações e pessoas têm aflorado e feito com que eu repense e veja tudo isso sob ângulos diferentes. Às vezes, nós nos acostumamos a pensar, a falar e a agir do modo habitual e não nos permitimos pensar com ousadia. Sabe o que acontece? Temos medo! Medo de admitir nossos erros, nossas falhas, nossas limitações; medo de ferir nosso orgulho; medo de sofrer; medo de perder. O medo escraviza, e é preciso ser corajoso para dizer que errou, que pensou ou sentiu demais (ou de menos), que se enganou, que não quis fazer algo para não "perder ponto" com as pessoas. É preciso audácia para olhar-se no espelho e dizer o que mais se tem medo de ouvir e, em seguida, sentir o arrepio do inevitável, o choro preso na garganta, chamar-se de idiota por ter acreditado demais, ter medo do próprio olhar inquisidor... Depois disso, os ombros descansam de tanto peso, a expressão fica suave, o rosto em lágrimas dá lugar a um sorriso e a uma condescendência materna que emana perdão em cada movimento. Não é preciso ter medo de si mesmo. Todas as perguntas e todas as respostas estão ali, dentro de nós. É só ter a coragem para fazê-las, e mais coragem ainda para respondê-las. Receber as respostas como elas vêm e lidar com isso. Passar pelas lutas e pelos lutos. Não negar o sofrimento que isso causa, mas não viver atormentado por ele. Reerguer-se - mais forte, mais preparado, pronto para novos acontecimentos (bons e ruins), mas sem se deixar contaminar por outros reflexos que queiram interferir no diálogo eu-eu. Só o eu sabe de si, e é só ele, no olhar recíproco do espelho, que pode dar as respostas satisfatórias.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Thrill
The Thrill Is Gone
B.B. King
The thrill is gone
The thrill is gone away
The thrill is gone, baby
The thrill is gone away
You know you done me wrong, baby
And you'll be sorry someday
The thrill is gone
It's gone away from me
The thrill is gone, baby
The thrill is gone away from me
Although I'll still live on
But so lonely I'll be
The thrill is gone
It's gone away for good
The thrill is gone, baby
It's gone away for good
Someday I know I'll be open armed, baby
Just like I know a good man should
You know I'm free, free now, baby
I'm free from your spell
Oh I'm free, free, free now
I'm free from your spell
And now that it's all over
All I can do is wish you well
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Leve
Mais um ano chegou e, com ele, as sensações típicas que emanam de um simbólico recomeçar. Desde então, tenho me sentido muito bem, feliz e focada, e cumprindo minha determinação vulcana (Mr. Spock mode ON). Estou confortável comigo mesma, além de gostar da companhia de alguns. Tenho conversado e visto pessoas que realmente se importam comigo, e por quem tenho um carinho especial: pessoas que ligam, mandam mensagens, vêm me visitar, passam um tempo comigo... Isso faz muita diferença para mim, especialmente nesse momento em que estou pesando e avaliando quem realmente veio para ficar. Estou agradecida pelos presentes, mas também pelos ausentes, pois todos estão fazendo questão de mostrar o quanto eu importo e significo para eles (sim, eu estou quantificando!). Além disso, estou muito feliz por poder estar fazendo as atividades de que gosto, agradando a mim mesma e reencontrando aquele equilíbrio que achamos quando dizemos, "ah, como eu amo fazer isso!". Meu tempo é precioso. Eu sou especial demais para o cosmos para que eu me transforme em passatempo de entediados...
2015 vai bombar! Cheia de expectativas, ideias, planos, contatos, pessoas e situações novas... Toda a negatividade tem dado lugar a novas sensações e ações benéficas. Estou satisfeita comigo mesma - mas estou longe do egoísmo, mesmo tendo voltado à minha racionalidade básica. Continuo me importando e fazendo o possível para ajudar o próximo, mas nunca mais me torturando nesse processo!
Livre, leve e solta! Consegue acompanhar? Venha - ou então me aprecie de longe...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Sou
Hoje vou pensar em todas as certezas que tenho e colocá-las em dúvida. Hoje vou pensar nas dúvidas e dar a elas algumas certezas. Vou construir, desconstruir e reconstruir. Vou sentir o que 2014 me trouxe e receber, de bom grado, o que 2015 tem a me oferecer. Estarei aberta às oportunidades, agradecida pelos momentos bons e ruins, pelos aprendizados, pela estabilidade e pela insegurança. Hoje, nessa transição simbólica entre um ano e outro, pensarei em alguém especial, que merece atenção e cuidado, acima de qualquer pessoa: eu! Pensarei em minha vida, em minhas metas, em meus sonhos, em meu conhecimento acumulado, enfim, em tudo aquilo que realmente me interessa e que eu posso carregar comigo, à la Bias: omnia mecum porto.
Venha, 2015! Esteja aí, nesse passado, presente e futuro quânticos, que se entrelaçam e se sobrepõem, representados por minhas experiências e planos. Apesar disso, vou sendo, mesmo já tendo sido e ainda vindo a ser.
Em todas as datas, em todas as épocas, o verbo conjugado sempre é SOU: um eterno presente que se modifica e se estabiliza, numa contradição perfeitamente lógica e quântica.
Venha, 2015! Esteja aí, nesse passado, presente e futuro quânticos, que se entrelaçam e se sobrepõem, representados por minhas experiências e planos. Apesar disso, vou sendo, mesmo já tendo sido e ainda vindo a ser.
Em todas as datas, em todas as épocas, o verbo conjugado sempre é SOU: um eterno presente que se modifica e se estabiliza, numa contradição perfeitamente lógica e quântica.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Certezas
Passado e presente no mesmo instante, enquanto eu vislumbrava a imensidão do mar. Meu corpo já perdeu a cor original; minha mente, enquanto isso, vai adquirindo novas nuances no caminhar dessa nova estrada. Um novo ano vem surgindo, tão velho e novo quanto tantos outros, mas, enquanto o futuro vem célere, os planos e os desejos sussurram, murmuram e cobram uma presença efetiva nesse novo caminhar.
Hoje ouvi promessas que confortaram meu coração, porque eu sei que foram ditas com sinceridade. Acreditei e continuo acreditando. Lágrimas rolaram em minha face, emocionada e feliz, selando a confiança em sentimentos verdadeiros e, esperançosamente, duradouros. Naquele momento de incerteza, a segurança das palavras certas, no momento certo, fizeram toda a diferença.
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